4 de dezembro de 2016

NÃO É O CHIMBINHA, É O DELEY DA CONÇA

Wanderley Adriano Cunha, conhece tudo em Guapé e lembra de tudo, aqui viveu,riu, chorou, apanhou na bunda,ficou de castigo,deu birra, foi criança nessas ruas, nesses muros, nesses telhados, já correu

NÃO É O CHIMBINHA, É O DELEY DA CONÇA.

Wanderley Adriano Cunha, conhece tudo em Guapé e lembra de tudo, aqui viveu,riu, chorou, apanhou na bunda,ficou de castigo,deu birra, foi criança nessas ruas, nesses muros, nesses telhados, já correu nessa praça, nessa igreja foi batizado, consagrado, crismado, virou moço, dançou no Clube dos 70, acompanhou procissão,nadou,fez galinhada,daí um dia batou o zóio na Maria e invocou, não desgrudou mais.

Passou um tempo, juntou os cacos, os panos, enfim, os cacarecos e zarpou, foi morar em Franca e acertou na lata. Sua Maria só lhe deu alegria. Aproveitou sua força de vontade, carisma e inteligência, juntou com os talentos da sua Maria, entre eles, os talentos culinários e não deu outra, só sucessos.

Começaram com as quentinhas e foi fono. Formou uma bonita família que vive lá,muitíssimo bem, a única sofrência é a saudade que o Deley da Conça tem do Guapé, mancha de roxo.

Do tempo de escola, então, a saudade toma conta.Comentou no facebook de um dos dias que subiu no palco para se apresentar há 46 anos, e a Marília do Ari comentou que se lembrava de um verso, que era,''É noite fria de junho, dizia Zeca Mané...''

Aí me interessei, perguntei se ele se lembrava e o danadinho lembrou de tudo, afinal, o dia de artista, o dia de palco ninguém esquece, é muita emoção para um coração, e ele, o famoso Deley, me mandou a poesia do dia que matou de inveja os colegas, e me mandou:

TRISTEZA DO ZECA

“É noite fria de junho!!!” (dizia Zeca Mané, sentado ao lado de uma cerca) Estava triste o Mané!!! Lá no meio do terreiro, que beleza!!!! Quanta brasa!!! O povo se aproximava soprando e esfregando as mãos, prá ver se o frio abrandava... E o Mané lá no seu canto...Estava triste o Mané. De repente, chega Pedro Sucupira, Peão forte lá das Mata... Êi! Mané! Arreda prá cá, vamos beber um golinho prá esse corpo esquentá!! Tem muita moça bonita, e a quadria vai começá!! Mas, Mané...lá no seu canto… estava triste o Mané!! As mocinhas tão faceiras, com seus vestidos de chita, na trança um laço de fita piscavam até pro Mané!! Mas, Mané lá no seu canto ...Estava triste o Mané… E as mocinhas não desistiam!!! Êi! Mané! Vamos dançá, pro nosso corpo esquentá? Não!! Num vô não!! Meu pensamento está só na Rosinha, lá do outro lado do sertão, que é o amor da minha vida, dona do meu Coração!!!

(Wanderley Adriano da Cunha, o Deley da Conça declamou essa poesia em junho de 1971, na E.E.Dona Agostinha Flor de Maria)

Deley da Conça, essas emoções de palco de escola ficam mesmo impressas na lembrança.Foi um prazer postar sua família e essa sua figura querida e bonita,né? Você é muito mais bonito que o Chimbinha!!! Sua Maria é muito mais bonita que a Joelma!!! Esse seu quarteto é muito melhor que a Banda Calipso!!!

E viva a saudosa Conça! E viva o saudoso Ditinho da Conça! E viva o Jair da Conça! E viva a Jandira da Conça! E viva toda a família da Conça! E viva a família do Deley da Conça!

E VIVA ELES E VIVA TUDO E VIVA O CHICO BARRIGUDO!

Deley, fiu...Fiu...Macaco no fio fazendo tiririu...

PessoasMariaJairAgostinha FlorJairChico
LugaresGuapéClube dos 70
TemasReligião e ProcissõesBailes e FestasCrianças e EscolaNatureza e Lago
— Soninha
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Guapé! É só admirar

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