BÃO SABER SOBRE CASAMENTO Casou? Tá pensando? Ou largou mão? Resuminho da História do casamento...
COMO ERA VISTO O CASAMENTO? Como um acordo comercial entre duas famílias, o casal não dava palpites, até ao século XIX. Eram arranjados só pensando em manter o poder econômico familiar, entre famílias de posses ou do mesmo nível social. Começou como para manter relacionamentos entre grupos sociais, fazer alianças, conquistar aliados, formando relações diplomáticas, laços econômicos.
E O CASAMENTO DA NOBREZA? Interesse purinho. A nobreza, reis, rainhas, príncipes, princesas, duques, duquesas e donos de outros títulos casavam só para firmar tratados, ter estabilidade econômica de uma região. Era tudo estudado e acontecia com o pretendente que trazia mais vantagens.
OS PORQUÊS DO CASAMENTO EM DIFERENTES TEMPOS Eu li: ‘’Assegurar a linhagem, a transmissão do nome e do patrimônio ao mais velho, e de fabricar braços para manter a fazenda e nela trabalhar" ‘’O casamento na Roma Antiga era uma das principais instituições da sociedade e tinha como principal objetivo gerar filhos legítimos, que herdariam a propriedade e o estatuto dos pais’’
E O COSTUME NA CAMADA POPULAR? Na maioria eram amigados, mas pensando em casamento, acabavam tendo muitos filhos e poucos sobreviviam, a falta de higiene e as doenças matavam muitas crianças antes de um ano de vida.
E O ROMANTISMO? O romantismo chegou e mudou esta imagem, aí passou a ter casamento por amor. Até o século XX, era comum o casamento ser visto como indissolúvel, em raros casos era anulado e não havia o divórcio.
FOI A IGREJA QUE INVENTOU O MATRIMÔNIO? NÃO! O papa Bento XVI até explicou recentemente que o matrimônio não é uma invensão da igreja, mas uma forma de vida que faz parte da natureza humana desde sua própria criação.
AH! BÃO! ENTÃO O CASAMENTO... Teve várias funções no decorrer da história humana, do interesse ao afeto mútuo. A troca de alianças simboliza o compromisso firmado pelos noivos. Li também que: ‘’O casamento é uma das tradições humanas mais antigas e disseminadas pelo mundo, mas é comumente associado à imagem do cristianismo e, mais especificamente, à Igreja Católica.’’
NUUU! E O CASAMENTO E VIRGINDADE NOS BRASIL COLÔNIA? Na igreja a noiva veste branco, mas nem sempre foi assim. Branco significa a pureza da noiva, a virgindade, porém, no Brasil colonial era só para as noivas de elite que além da virgindade, levavam como dote, terras e escravos para o noivo.
E A HONRA DA MULHER? Li: ‘’Nas grandes famílias patriarcais a honra da mulher era muito prezada, pois garantia que o patrimônio não ficaria dividido entre filhos legítimos e ilegítimos. Daí exigir-se a “honra imaculada” das mulheres. Era uma certeza de que a noiva não tinha filhos bastardos e que toda a sua riqueza iria só para os filhos que tivesse com o marido.
VICHE! E A GRAVIDEZ SEM CASAMENTO, COMO ERA? Para alguns homens, sobretudo os moradores de áreas rurais pobres, engravidar a companheira era importante pois permitia avaliar se ela lhe daria muitos filhos ou não. Como a maioria vivia nas roças e campos, os filhos ajudavam na lavoura, pois, seus pais e mães não tinham condições de comprar escravos.
E A TRAIÇÃO NOS ANTIGAMENTE? ‘’Se, eventualmente não se importavam com a virgindade, os homens ligavam muito para a fidelidade da companheira. Quando se sentiam traídos era comum ameaçar e espancar suas mulheres. Matar também.É, o costume continua.
ELAS REAGIAM? ‘’Elas davam o troco. Abandonadas, não hesitavam em tentar envenená-los ou pediam ajudam aos irmãos e parentes para aplicar-lhes uma boa surra.’’ Uai!Que bão!
E A IDADE PARA CASAMENTO? Pelas leis da Igreja os rapazes podiam casar-se aos quatorze anos e as meninas aos doze. Mas esta não era a regra. A maior parte dos jovens casavam-se aos 21 anos enquanto suas parceiras teriam por volta de vinte anos. Na elite, ocorriam também casamentos de meninas com homens bem mais velhos. Às vezes as esposas eram tão jovens, tendo, apenas completado 13 ou 14 anos, o casal tinham que esperar algum tempo para ter relações sexuais.
GRAVIDEZ ERA GARANTIA DE CASAMENTO? Não, nem sempre, muitas engravidavam esperando casamento rápido, mas eram abandonadas. Vingativas e furiosas, elas iam se queixar para o bispo. Vem daí, inclusive a expressão: “Vá queixar-se ao bispo!”. Haviam punições rigorosas para os homens que engravidassem as moças à força.
E A PUNIÇÃO PARA OS HOMENS? Eles eram obrigados a casar ou a indenizar a “virgindade perdida”. Casos inversos também eram comuns: aproveitando-se de jovens ricos, moças pobres provocavam a gravidez para arrancar-lhes uma boa soma de dinheiro que lhes permitisse, mais tarde, casar com quem quisessem.
COMO ERAM OS NAMOROS? Nas praças, praias, roças, terrenos baldios e nos quintais das casas. O rapaz ficava embaixo da janela da moça esperando que ela desse o sinal para o encontro. Também as igrejas eram visadas para namorar.
NAS IGREJAS? Sim, a vantagem das igrejas é que elas eram escuras, iluminadas apenas com a luz de velas, dando chance para namoros mais avançados. No meio de tanta gente, bem que dava para trocar uns beliscões e umas pisadelas no pé da moça. Estes gestos tinham o mesmo efeito que o beijo de hoje: deixavam os amantes mais apaixonados!
E OS PRESENTES? Além das juras de amor, o hábito de dar e receber presentes faziam parte do namoro. Os presentes iam de tecidos caros, que quase não existiam no Brasil, fitas de veludo e chamalote até utensílios domésticos e frutas. Podiam ser corações de ouro, brincos de coral, coifas de tecido, para os mais ricos. E laranjas e palmitos entre os mais pobres.
E O CASAMENTO DOS ESCRAVOS? Os senhores mais ricos costumavam casar seus escravos no mesmo dia em que batizavam as crianças nascidas no engenho. Assim, chamava-se um padre que realizava as duas cerimônias e depois havia uma “função”. A função era uma festa ao som de batuques, violas e atabaques. Comia-se muita rapadura e havia distribuição de cachaça.
QUEM PAGAVA A FESTA? Alguns escravos endividavam-se com seus senhores para poder oferecer uma festa pelo casamento de seus filhos. Depois iam trabalhar dobrado para pagar a dívida. A defesa do direito dos escravos de casar e levar uma vida conjugal como qualquer pessoa era uma das prioridades da Igreja que colocava a necessidade do casamento acima de tudo.
E O COSTUME DE EXIBIR A VIRGINDADE? Entre os ciganos, moradores de cidades como o Rio de Janeiro onde atuavam como comerciantes de escravos, os noivos após a cerimônia religiosa, seguiam para a casa dos pais da noiva onde iam receber a benção. Aí, a noiva recebia uma camisola coberta de bordados e um lençol branco.
E NO OUTRO DIA? Era cobrada no dia seguinte. Ela tinha que exibir, pela manhã, as marcas de sangue comprovando sua virgindade, na camisola ou no lençol. Os convidados sentavam-se no jardim em esteiras em torno das quais colocavam-se comes e bebes. Seguiam-se animadas danças ao som de palmas.
E O CASAMENTO CIVIL NO BRASIL? QUANDO COMEÇOU? Li: ‘’A primeira lei que regulamentava o cartório de registro civil foi aprovada em 25 de abril de 1874, os registros de nascimento, casamento e óbito. A história do casamento civil no Brasil surgiu com a República, com o então chefe do Governo Provisório Marechal Deodoro da Fonseca. Foi no dia 24 de janeiro de 1890 que o decreto número 181 entrou em vigor. Desde então, o contrato entre duas pessoas que desejam se unir passou por profundas transformações, acompanhando as mudanças da sociedade brasileira.
ONDE ACONTECEU O PRIMEIRO CASAMENTO CIVIL? Em Uberlândia, Minas Gerais, em 14 de Janeiro de 1890, os noivos eram José Teixeira de Sant’Anna (o Zeca Teixeira) e Francisca Augusta Teixeira (a Dona Chiquinha) realizado no salão da Câmara Municipal pelo Juiz de Paz substituto, José da Silva Diniz e registrado em Cartório pelo escrivão, Modesto Mendes dos Santos, no livro nº 01, folhas 36v, sob o nº 76.
A LEI JÁ EXISTIA? Não,foi baseado num decreto da Princesa Isabel de 07 de maio de 1888 e que antes ninguém tinha recorrido a ele. Aí, quando o casal já estava em Lua de Mel, o Presidente da República Marechal Deodoro da Fonseca assinou o decreto nº 181 de 24 de janeiro de 1890 de autoria de Ruy Barbosa, instituindo o casamento civil e marcando o dia 24 de maio de 1890 para o inicio da sua execução.
E O NOME LUA DE MEL? ‘’ Essa expressão ficou conhecida graças ao povo germânico que se casava na lua nova, e, além disso, durante a cerimônia de casamento, os noivos deviam beber uma mistura de água e mel que trazia sorte.’’ Outra história conhecida foi em Roma, onde o costume era pingar gotas de mel na entrada da casa dos noivos para lhes trazer uma vida doce.
POR QUE A ALIANÇA NO QUARTO DEDO? ‘’As alianças de casamento são usadas no quarto dedo da mão esquerda porque se pensava que uma veia desse dedo levava diretamente para o coração.’’
QUEM ESPALHOU O CASAMENTO POR AMOR? Foi a Rainha Victória. Casar por amor, usar vestido branco, trocar alianças,são alguns dos costumes iniciado por ela. Ela revolucionou a indústria do casamento para sempre.
DAÍ TODO CASAMENTO ERA POR AMOR? Foi aos poucos, né? Os costumes foram devagarinho mudando, mesmo pq não tinha a rapidez de hoje com tv e internet.
QUANDO MESMO O AMOR PASSOU A SER MOTIVO DE UNIÃO? A partir da década de 1950, com a popularidade do cinema. ‘’Com as histórias de amor no cinema, as pessoas começaram a casar por amor. Então isso de estar apaixonado para casar é algo super recente, porque no início era algo completamente arranjado pelos pais dos noivos. Por isso que os casamentos antigamente duravam muito tempo porque não tinha o fator amor envolvido”.
Li, gostei, resumi um monte de trem pra você, leitor.






