VALE APENAS VER NOVO
NÃO É O CHIMBINHA, É O DELEY DA CONÇA.
WANDERLEY Adriano Cunha, conhece tudo em Guapé e lembra de tudo, aqui viveu,riu, chorou, apanhou na bunda,ficou de castigo,deu birra, foi criança nessas ruas, nesses muros, nesses telhados, já correu nessa praça,correu de abelha e foi atacado, nessa igreja foi batizado, consagrado, crismado, virou moço, dançou no Clube dos 70, acompanhou procissão,nadou,fez galinhada,daí um dia batou o zóio na Maria e invocou, não desgrudou mais.
PASSOU um tempo, juntou os cacos, os panos, enfim, os cacarecos e zarpou, foi morar em Franca e acertou na lata. Sua Maria só lhe deu alegria. Aproveitou sua força de vontade, carisma e inteligência, juntou com os talentos da sua Maria, entre eles, os talentos culinários e não deu outra, só sucessos. Começaram com as quentinhas e foi fono. Formou uma bonita família que vive lá,muitíssimo bem, a única sofrência é a saudade que o Deley da Conça tem do Guapé, mancha de roxo.
O DELEY é o que acompanhava o Jair seu irmão em tudo, os dois sem idéia e caçando chifre em cabeça de cavalo, daí o Jair numa adrenalina total, tocou na caixa de abelha, tinha pernas compridas, correu demaaaais e deixou o enxame para o pequeno se divertir, juntou uma ''abeiada'' no menino, picou até nos guardados dele, a boca que abriu e berrou, fez o Luiz Padeiro e o Francisco filho sair de avental da padaria e correr para salvá-lo e só sei que deram muita lambada de avental no corpitio do Deleizinho, enquanto a mãe Conça gritava e puxava o coitado.
CONÇA, experiente, sabia que as abelhas não gostavam do cheiro de Erva Cidreira,garrou e enfiou o fiote numa moita grandona e enquanto elas voavam só se ouvia os berros do Delei saindo das folhas da moitona. O dia para o menino foi doído, passou deitado e pelado dois dias nos remedinhos de horta passados de quando em quando e coberto por um lençol hora de visita.O Deley recorda que o pobRema maior foi as picadas nos seus guardados...
_Mãe, quecôfaço? Sôfico de barriga parriba minha bunda dói, sôfico de barriga pra baixo meus guardados dói demais.Mãe,que sofrência! _Carma,meu Deleizinho, vou fazer dois montes de travesseiros e ocê firma bem, mas só o cofrinho e assim a bunda não encosta no colchão, assim os guardados não encosta em nada. _Mãe,será coguento? _Tem de guentá, vai ficá assim em posição de frango assado até ocê miorá. _Então,tá,mãe,mas toda hora a senhora vem banar com um papelão.A senhora promete que vai dar uma tunda no Jair? _Prometo. _Eu quero tunda de vara.
DO TEMPO de escola, então, a saudade toma conta.De professoras ele guarda carinhosa saudade, da Luzia Laudares e Weida Coutinho. Comentou no facebook de um dos dias que subiu no palco para se apresentar há 46 anos, dia inesquecível, e a Marília do Ari, então, leu e comentou que se lembrava de um verso, que era,''É noite fria de junho, dizia Zeca Mané...''
DAÍ me interessei, perguntei no messenger se ele se lembrava de algum dos versos e o danadinho lembrou de tudo, afinal, o dia de artista, o dia de palco ninguém esquece, é muita emoção para um coração, e ele, o famoso Deley, me mandou a poesia do dia que matou de inveja os colegas:
TRISTEZA DO ZECA
“É noite fria de junho!!!” (dizia Zeca Mané, sentado ao lado de uma cerca) Estava triste o Mané!!! Lá no meio do terreiro, que beleza!!!! Quanta brasa!!! O povo se aproximava soprando e esfregando as mãos, prá ver se o frio abrandava... E o Mané lá no seu canto...Estava triste o Mané. De repente, chega Pedro Sucupira, Peão forte lá das Mata... Êi! Mané! Arreda prá cá, vamos beber um golinho prá esse corpo esquentá!! Tem muita moça bonita, e a quadria vai começá!! Mas, Mané...lá no seu canto… estava triste o Mané!! As mocinhas tão faceiras, com seus vestidos de chita, na trança um laço de fita piscavam até pro Mané!! Mas, Mané lá no seu canto ...Estava triste o Mané… E as mocinhas não desistiam!!! Êi! Mané! Vamos dançá, pro nosso corpo esquentá? Não!! Num vô não!! Meu pensamento está só na Rosinha, lá do outro lado do sertão, que é o amor da minha vida, dona do meu Coração!!!
(WANDERLEY ADRIANO DA CUNHA, o Deley da Conça declamou essa poesia em junho de 1971, na E.E.Dona Agostinha Flor de Maria.
Quando o Deleyzinho leu sobre sua pessoa escreveu assim:
''Agradeço de Coração a Bela Homenagem!!!!Você disse muito bem sobre mim(Nòs)!!! A Saudade de Guapé é enorme,mas me conformo participando dos Grupos existentes,e sua Pàgina é uma Ótima referência em se tratando sobre GUAPÈ!!! Fico muito Feliz, amiga!!! Que seu lindo trabalho e esforço se multiplique cada dia mais!!! Fique com DEUS!!! Abraços!!!''
Quando a Jarlene do Quin leu, escreveu assim: '' A nossa professora no ano que ele declamou era D.Luzia Laudares.''
Quando o Kennedy do Og leu, escreveu assim: ''Nós éramos colegas de sala e muito amigos! Lembrei direitinho da declamação! Um grande abraço, meu amigo Wanderley Adriano da Cunha!''
CHORA, BANANEIRA!
Deley da Coooonça, essas emoções de palco de escola ficam mesmo impressas na lembrança.Foi um prazer postar sua família e essa sua figura querida e bonita,né?
Você é muito mais bonito que o Chimbinha!!! Sua Maria é muito mais bonita que a Joelma!!! Esse seu quarteto é muito melhor que a Banda Calipso!!!
E viva a saudosa Conça! E viva o saudoso Ditinho da Conça! E viva o Jair da Conça! E viva a Jandira da Conça! E viva toda a família da Conça! E viva a família do Deley da Conça!
E VIVA ELES E VIVA TUDO E VIVA O CHICO BARRIGUDO! Deley, fiu...Fiu...Macaco no fio fazendo tiririu..









