TRANÇA TRANÇA DE VIZINHANÇA
Assim é a moçaiada do Guapé e das Congonhas nas festanças e dessa vez foi lá.Três dias de festa,mas sempre tem os que gostam de aproveitar até a última gotinha de alegria.A lua não basta, tem de esperar o sol.
Ninguém mais de Guapé.Primeiro dia.William da Cleuza do Gêra e o Caião da Soninha do Itamar,caminhando pelo centro,ainda insistindo querendo aproveitar mais um pouquinho, sentir o cheirinho do café exalando das casas.Conscientes,deixam os que arriscam serem parados pela lei seca saírem primeiro.Arranjaram carona já as 7:30,parece que com o padre.Amém!
Agora,no segundo dia de festa, aí o William distraiu e não achou mais ninguém.Ligou,ligou do orelhão e nada.Ninguém mais do Guapé.Aí ligou em casa para avisar: _Ô,mãe...Tô aqui na cruziada...Passa ninguém...Rodei oiano as praca dos carro e nenhum do Guapé. _Tá bão,meu fio.Vem de ônibus.Te espero no armoço.Vai perder o ônibus,não,viu? _Perdê,não,mãe!Tô oiano. _Por que cê ficou,fio? _Distraí,mãe.Inté! _Inté,fio,mas amanhã cê vai ficar de castigo.
E foi assim que o ônibus do Sta Terezinha ganhou mais um passageiro.






