SINO BATIA... CRIANÇA CORRIA...
SÃO recordações da cidade antiga. Esse sino ficava pendurado no prédio da cadeia. A meninada era livre, brincando e correndo pelas ruas da cidade que não existe mais, até que o soldado ‘’Laborão’’, esse era o nome dele, batia as três badaladas da obediência.
ACONTECIA todas as noites quando o relógio marcava 20:00. O som do sino que ficava no alto da escada da cadeia fazia a criançada parar as brincadeiras e caçar o rumo de casa e não ficava um. Obediência total. Era como se as três badaladas falassem alto, ‘’JÁ PRA CASA’’. Despinguelava moleque de tudo quanto era banda.
O LABORÃO não bate o sino mais, só quem foi criança na época escuta as badaladas da saudade, mas esse sino existe e encontra-se majestoso, pendurado na oficina do Espaço Cultural Do Carro Antigo em Goiânia e quem guarda com muito zelo e lembranças é o Walquires Tibúrcio que gosta de guardar objetos preciosos,lá,onde ele passa horas de seu dia, lá onde ele planta mudas daqui e tem as frutas com sabor de sua terra.
O SINO parou de bater para a criançada quando as águas cobriram tudo e as crianças que achavam o rumo de casa saíram com as famílias para outros rumos ou sem rumo, assim conta nossa história.
Dá para ver o sino na foto,lá no alto da escada. Obrigada,Walquires, pelo retrato e informação.





