O FAMIÃO DO SÔ JOÃO. ISSO É MUITO BÃO.
Esse retrato antigo é demaaaaaais! Que sombra gostosa! Que prosa boa! Tudo bão de prosa! Q família amorosa!
Como conheci essa galera?Conheci quando morávamos na esquina da Rua do Buracão e eles moravam na segunda casa abaixo, ali descendo para as pousadas em 1900 e antigamente.Por ali morava o João Coelho, a Sá Venância,a primeira pessoa que vi morrer, morava a Chica, o Dute, o Sô Horácio da pampona,assim ele chamava o instrumento que tocava.Tinha a Izéla, a Tóia do Tião Sabino,Maria Preta, Sá Carola, Augusto Lavrinha, a Conceição, a Tereza do Mirtão,Aparecida do Homero, a Sá Mafalda,e mais um tantão.
A Nilza casou com o Belino...a casa do Sô João era nos fins de semana um baruião.O Teteu casou em Boa Esperança e lá morava, além da Nilza, os irmãos, Dalva, Ié, Nivaldo, o Bode, a HiIda e o Wilson. O baruião era por quê? É que eles moravam no São Judas,pertinho lá do Rumbudo, acho que até eram responsáveis pela fazenda, daí vinham passear na cidade, comprar os trem de comer que não plantavam, obedecer o padre João e rezar muuuuuuito, daí tinham tempo e vontade de prosear.
Em minhas lembranças estão os costumes de quem morava na roça, era o jeito também deles, iam chegando com quitandas, carnes,alegria de se juntarem, só sei que o barulho era grande, conversa, vizinhos, parentes,mas hora que batia o sino pra missa, saía uma procissão da casa, passava todos pela esquina, bem vestidos, felizes, afinal, iam pra igreja que era motivo de rezar, botar reparo nas modas,encontrar amigos, cumades, cumpades, fazer negócio depois da missa, arrumar namoro, passear na praça.Assim eram os sábados, daí nos domingos, missa das onze, um almocinho dos bão e de tardezinha picavam a mula de volta pra pegar no batente.Põe batente nisso.
.A Hilda e o Mozart deixavam a Maria Nilza estudando, o Walter sempre lá, o Roberto caçulinha, a rapa do tacho Enezione, eu frequentava muito a morada e durante a semana ia lá a tarde e pedia para a Maria Nilza fazer esquentadinho de comida panóis e sinto o gosto,ela ponhava feijão inteiro,misturava um tiquinho de óleo e tempero e tacava muncadinho de arroz soltinho.Os pratos eram esmaltados.Noooossa!Vai ser bão! Beijo,Maria Nilza.
O SÔ João Emerenciano tinha olhos claros, a D.Rita, uma gracinha de pessoa, usava coquinho, era morena e também queimadinha de sol porque o batidão de serviço era feio.A Dalva, olhos azuis,o Wilson era caçulinha, o Nivaldo e o Ié muito alegres, encontrávamos muito por aí e sempre havia uma conversa.A Hilda, mais séria, muito boa,minha família saiu de lá,mas levamos os amigos no coração.
A Nilza, bem morena, da cor que não descora,puxou a mãe, foi professora,é aposentada e querida na cidade,trabalhou anos no grupo do São Judas, teve três filhos, Rosângela,Roseni, Nilza e Rovilson.Os retratos quem me arrumou foi a nora dela, a Gilséia, uma nora maravilhosa, adoro.Tem o genro Carlos e Afrânio que são umas coisas de bão.
A alegria é minha em receber os retratos e poder homenagear a família do Sô João e D.Rita, ô,povo bão! Agora, bão mesmo foi receber esse retrato da família na porta da casa foi incrível.Amei postar.
Vai um salve a todos da família, faltaram os filhos do Wilson e Teteu,mas vai meu abraço.Um salve para o céu, lá estão o casal, o Nivaldo, o Ié, o Belino, a Hilda, o Mozart.
Nilza,abraço especial para ti,colega de escola.Você é muito dez,através de ti,quero mandar e quero que leve um carinho para irmãos, filhos, netos,cachorrinhos, gatinhos,periquitos,papapagaios,galo, galinhas,pintinhos.
Viva nóis e viva tudo e viva o Chico Barrigudo. Viva o Bão de Prosa que pode juntar famílias da nossa história, pessoas que molhram de suor do trabalho as páginas da história de Guapé.
Fiu,fiu,macaco no fio fazendo tiririu. Vai rasgando povo do São Judas!









