CRIANÇA CASA? NO GUAPÉ CASOU.
ENTÃO, éramos professoras do Pré Primário na Escola D. Agostinha Flor de Maria, eu e Piedade, como faltava espaço, D. Esmeralda, diretora, direcionou duas turmas para funcionar no ginásio que estava livre no turno da tarde, e lá fomos nós com a querida Irene que cuidava da organização.
QUANDO começamos a estudar sobre a ‘’Família’’, tive uma idéia de jerico e apoiadíssima pela minha colega Piedade, me bateu vontade de encenar um casamentinho entre nossos alunos, aproveitar e comemorar com uma festinha, com bolo, salgadinhos e 'Ki suco' para coroar o tema estudado.
A IDÉIA deu pano pasmangas. Vai lendo. A gente ajeitou as cadeiras como se fosse igreja, pediu para os convidados vestirem roupas de festa, combinamos com as mães para o padre, os dois casais de padrinhos,o carregador de alianças, o pai da noiva, já chegarem arrumados de casa, e claro, os noivos. Viche! Só rolou emoção do teatrinho.
A IDÉIA deu pano pasmangas. Vai lendo. A gente ajeitou as cadeiras como se fosse igreja, pediu para os alunos que eram os convidados, vestirem roupas de festa, combinamos com as mães verdadeiras para que chegassem já arrumadinhos de casa, padre,dois casais de padrinhos,carregador de alianças, pai, e claro, os noivos. Viche! Só rolou emoção.
A FAMÍLIA alugou roupinha dos noivinhos e ficou responsável pela comilança. Foi lindo, a Piedade que sempre foi chorona, na entrada da noiva, ao ouvir a música, chorou rios. Na saída, arroz caindo nos noivinhos foi de chuva, cada aluno levou um pouquinho e muito papel picado pelos coleguinhas.
O casalinho ntrou,nem respirou de tanta emoção. A Piedade chorona em prantos, e eu morrendo de rir, porém,encantada, tudo muito engraçadinho. Daí o noivinho, conforme combinado, saiu tortinho tentando carregar nos braços a noivinha, descontrolou as perninhas,daí a noivinha que era mais fortinha acabou carregando o Fernandinho. Tadinho! Não deu conta do recado. Depois da carregança, alegre festança e virou comilança.
FOI só um casamentinho? Ah! Foi! Cê que pensa! Foi uma encrenca. Um tanto depois queria casar, chegaram em casa chorando, daí as mães vieram pedir casamentinho pras filhas, uma confusão. Duas salas com 70 crianças, casar todos não tinha como, combinamos e fizemos sorteio, daí, toda sexta tinha um casamentinho, quem não foi casal de noivos virava pai, padrinho, padre.Foi assim o resto do ano.
SÓ posso dizer que foi tudo lindinho, no momento tenho essas fotos, mas, sei que outras chegarão. -Na primeira foto, o pai, Marcos Carioca, a noivinha Williènne Amaral. -Na segunda foto, entrada do casal, ‘’Williènne e o Fernandinho do Jamil’’. -Na terceira foto, os noivos no altarzinho.
As roupinhas eram alugadas no ateliê da Consola.Só sei que aprenderam a casar depois de tantos casórios.Valeu a emoção de todos.
Gente,o casamentinho acabava ali, sem Lua de Mel.
Abraço a cada um.
CHOOOOOOOOORA, PIEDADE! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK






