APRESENTO-LHES A TERCEIRA KO KO KOMBI DO GUAPÉ... Nosso Chofer Era Ligeiramente Ga gago (Já aviso, o texto é cu cu comprido e ofereço pascolegas)
PARTE 1
Ké ké quero contar da Kó kó Kombi do Sô Cride. Ele dava umas trupicacadas em sílabas ki ki tinha som de Q. Nessa Kó Kó Kombi eu fui também passageira, mas deeeepois, já co com outra turma para a outra facuculdade, a FAFIBE, de Boa Esperança.
O SÔ Cride choferava muito bem, ki ki quando dava tempo ele fugia das ba ca cadas da estrada, era ca caRmo, co comedido, ca calado, discre creto e gostava de levar a turma porque que lá em Boa Esperança moravam seus parentes, tinha ca ca casa pra ficar, có có comida ké quentinha pra có có comer. Sô ki cride, era ca casado com a simpática D.Ca carmem, pais da Greici nossa co colega.
GENTE de Deus! Era uma ca canseira que só vendo! Esco cola no Guapé dia inteiro, viagem depois as 17:00, facuculdade, mas o bão mesmo era a desco contração no interior da Kó Kó Kombi, mas isso também ca cansava, a gente esgotava de tanto rir. Rir demais esgota, sabia? Mas é um esgotamento bão.
KÓ KÓ Kombi já não era lá essas co coisas no ké quesito có conforto e no último banco pior . O banco com o chofer era co confortável, menos bacacadas, menos poeira, mas a Idelma e a Sônia do Zé Júlio tomaram co co conta do primeiro banco, acho que se alguém sentasse elas arrastavam, acho ki ki na cabeça delas quem sentava na frente chegava primeiro. Kákákáká!
SÔ CRIDE rodeava Guapé ca ko kombi pegando ca cada passageira em ca casa. D.Esmeralda lembra, a Cida Dutra depois da aula ia tomar benção dos pais e era ca catada lá na ca casa de sua mãe Orcalina e vinha de marmitinha. A minha cu cu cumade Parcida, có có coitada! Abria a marmitinha, ca catava a co colher e a gente co comia junto. O ovo era o primeiro enfeitando. Cô cô como ela era muito co contida em ca casa, extravasava ca cascolega na Ko ko Kombi. ‘’Nóis’’ é cu made até hoje, uma vez sendo,sempre será.
KI ki quero co co locar os nomes das passageiras em busca de dipRoma. Era eu, minha cu cu cumade Cida Dutra, a Idelma, a Sônia do Zé Júlio, a Cleofe, a Emilce, a Maria Lúcia, a Luzia, a Neuza dos Damas que esperava numa porteira e nossa chefona D.Esmeralda. Duas eram casadas, D.Esmeralda ki ki era mãe de três já moços, e minha cu cumade ki ki era mãe de duas crianças.
PARTE 2
ERA a D. Esmeralda ki ki ponhava ordem na co condução. Era nossa diretora de escola , onde ficou por 30 anos. Muito respeitava, ki ki quieta, mas ki ki também ria facinho. Só ki ki ela ria com classe e ‘’nóis’’ ria desclassificadamente.A Luzia chegava muda, saía calada, mas ria padrento.
D.ESMERALDA não esquece da minha cu cumade Cida, ri até hoje dela co colocando os dois pés pra fora da janelinha da condução, e dizendo ki ki era porque seus pés eram grandes e ocu cupavam muito espaço no recinto e explicava ki ki era genético. Kákáká!
O SÔ Cri cride ki ki que avisava:
_Ô Parcida, ki ki cada vez côcô côcê faz isso eu fico cu cu cum medo danado dum ca ca carro passar raspando e ca catar seu pé ou os dedo. Cê tem ca cada idéia ruim! _Ká ká ká! Preocu cu cupa não, Sô Cride. _Cu cu cumpro meu papel avisando, ocêis é prova.
A D.ESMERALDA tinha alergia a poeira, a risada dela era misturada cu cu cum tosse e ki ki quando passava um carro ela ki ki quase afogava.
O Sô Cride falava:
_Co co coitada! Cu cu cumé ki ki aguenta!
_Sô Cride, é verdade o ki ki o Gordinho da Cemig fala ki ki foi levar uma mudança de Kombi cu cu senhor no Rio, ki ki dormiram nela e o senhor acordou e falou: ki ki quanto mais eu drumo, mais meuzóio qué drumi? Ah! E ki ki falou, vamos tirar a roupa e entrar na água de sal e ki ki o senhor falou, num é mió nóis tirá beirando a represa? E ele falou, ki ki represa, isso aqui é mar.
_Ki ki eu falei sem ver e ele garrou e esparramou.
_D. Carmem falou ki ki uma noite o senhor dormiu cundefunto na Ko Kombi de lá da balsa?
_Cheguei fora da hora, a balsa não me buscou, dormi no banco da frente, ele játava dormino no banco de trás memo...
A PIADINHA PAILUSTRÁ:
_Sô Cride, ''faz tempo ki ki o senhor é gago?
_Indeus de ki ki criança trupico no Q. Eu ki ki ‘’queria entrar numa escola pagago.
_Uai! Pra que escola? O senhor já gagueja tão bem!’’
PARTE 3
A BOLSA com mais variedades era a da D. Esmeralda. Tinha de tudo para atender qualquer necessidade. Incrível. Era assim: _Alguém tem agulha com linha? Tenho aqui. Alguém tem alicatinho? Tenho aqui. Alguém tem alfinete? Tenho aqui. Alguém tem sonrisal? Tenho aqui. Alguém tem bicarbonato? Tenho aqui. Era desse jeito. Tuuuudo ela tinha. Muito prevenida. Um dia a Ko Kombi deu de parar e parou.Era uma subidinha.
Sô Cride disse: _Ô, gente, pó ca caRmá, é co coisa atôa, eu que quero só uma pReda ou um tijolo pa ca caRçá a roda, só de segurança, tô veno só ca cascaio, vou procurar...
Aí uma falou, na boRsa da D. Esmeralda tem. Essa bobeira deu pra rir uns dez minutos. A gente ria de tudo. A D. Esmeralda também.
Ah! Cigarro Paquetá era uma desgraça, nada pior, matava em um ano, aí minha cu made Cida comprava do cigarro bão e ponhava dentro do maço de ''Paquetá'' pra ninguém pedir.Espertinha a menina da Orcalina.
O SÔ Cride achava que ela fumava era o Paquetá e falava:
_Parcida,con conselho faz bem, ocê larga mão desse Paquetá senão cê tá cu cu cus dia contado.
AH! TEVE o show do Milionário e Zé Rico no auge da feiura e no maior sucesso e a Emilce muito fãfoi. Deus do Céu! Bateu taaanta paRma, mas taaanta, e com taaanta força que vermelhou a mão.Ficou tomada pela emoção. A Cleofe que contou e a Maria Lúcia confirmou. Deixa quieto.A trilha sonora dela era, ''Numa'S noiti de inçônia çaí, percurano emosõins deferentis...'' A Emilce extrapolou.Deixa quieto.
PARTE 4
CHEGOU férias, a gente hospedava na Pensão de D. Vilha, comportava, mas última noite, os moços foram fazer serenata pra duas lá e NossaSenhora! Ki ki ribuliço! Correram todas para um quarto só e subiram na cama da Emilce para olhar no vitrozinho alto da janela, e não deu outra, a cama quebrou com fratura exposta, foi muita confusão, muita risada alta, conversas sem fim, bagunça mesmo.A Emilce extrapolou. Deixa quieto. DE MANHÃ, desconfiadas, a Emilce, claro, um pouco mais, tomamos o café com pão e fomos pra escola, não vimos D.Vilha, quando voltamos... Tooodas as malinhas estavam no alpendre, até o violão que era do cumpade João e que fazia sua primeira viagem clandestina,levado pela cu cumade.
D. VILHA era boa, mas séria, não gostou de ver a cama quebrada,com fratura exposta, nem da barulheira e disse que no ano seguinte era pra gente procurar outra pensão. CuRpa da Emilce. A Emilce extrapolou.Deixa quieto. Luzia e D. Esmeralda estavam inocentes de tudo e nem subiram na cama.
FICAMOS na esquina sentadas com a malas, na maior humilhação, rindo muito do susto, sem graça e sem muito merecimento daquilo, e aí, eu caminha cumade fizemos uma paródia na música do Moacir Franco.
MINHA cu cumade arrumou o toque e NÓIS cantava, e a galera repetia. Na hora foi bão demais, acabamos de compor já dentro da Ko Kombi, duas horas de um coral alegre, e agora, tanto tempo passou, e com três colegas, aos poucos fomos lembrando o que lá cantamos rindo até a barriga doer:
‘’A história da nossa faculdade... Se escreve como todas as demais Um pouco de aperto e alegria... Muita alegria nada mais.
Lembramos... Só o que nos interessa... Só das risadas porque Assim é que é bão viver
A Vilha, findou tudo tão depressa Jogou malas no alpendre Sem nos querer mais Disse, basta.
A Vilha, jogou até o violão E na esquina com as malas Tamo esperando a condução E basta.’’
A ALEGRIA da minha cu cumade com o violão durou só a viagem porque as cordas foram arrancadas na chegada. Co coitada! Mas valeu a tocança.
CO CO CONTEI muita bobeira porque eu sou boba mesmo. Tudo virou saudade, o tempo passou, as amizades não. Continuam na saudade as aulas de D. Terezinha sobre o Barroco, as aulas de inglês da americana Miss Margareth e as aulas de Linguística da queridíssima e inesquecível Jane Marilda de Oliveira.
E Viva nóis na mocidade e VAZA, terceira idade! Abraço a família do Sô Cri Cri Cride.
ZÉ FINI.









