Walquires e Lenilton, duas pessoas que minha mãe, Soninha, amou , e que, assim como ela, registram nossa hist
“Por Quem os Sinos Dobram”
Neste final de semana, tive a oportunidade de visitar dois guapeenses natos que, ainda jovens, deixaram Guapé em busca de seus sonhos, movidos pelo desejo de superar as dificuldades do campo e construir uma vida melhor por meio do estudo e do trabalho.
Neste relato, começo por um desses ilustres filhos da terra: Walquires Tiburcio, ou “Quirinho”, como é carinhosamente conhecido pelos mais próximos.
Assim como Ernest Hemingway imortalizou, em seu romance Por Quem os Sinos Dobram, a dor e os dilemas da guerra civil espanhola, Walquires nos traz uma narrativa igualmente marcante, não de guerra, mas de memória, tradição e organização social.
Ele revive a história de um sino que, na antiga Guapé, era símbolo de ordem e disciplina na comunidade. Instalado no prédio que abrigava a antiga cadeia e o fórum, o sino comunicava, por meio de suas badaladas, diferentes códigos e determinações. Cada sequência de toques representava uma ordem específica, a ser cumprida por um serventuário. Era, de certa forma, o compasso que regia o cotidiano e a convivência social, sob a vigilância das autoridades da época.
Walquires narra esses episódios como uma verdadeira enciclopédia viva. Com lucidez impressionante, resgata detalhes que fazem o passado parecer próximo, quase palpável, como se ainda ecoasse nos dias de hoje.
Ao lado de sua esposa, Berta, dos filhos Henrique e Fernando, das noras, e também dos sobrinhos Flávio e Ana Lúcia, tivemos uma tarde marcada por recordações, histórias e um profundo sentimento de saudosismo.
A seguir, compartilho algumas imagens e pequenos vídeos registrados durante essa especial tarde de sábado.



