22 de janeiro de 2021

Texto de Homenagem: MarceloLagoa

PARTIRAM! Se lembra? Sim! Claro que me lembro! Família tradicional, muito conhecida, cidadãos de Guapé. Sr. Ivo e Dna. Nélida: Um casalzinho nota 10… Nota Dez não! Nota Mil! Daquela loja no andar de b

Texto de Homenagem: MarceloLagoa

Texto de Homenagem: MarceloLagoa

PARTIRAM!

Se lembra? Sim! Claro que me lembro! Família tradicional, muito conhecida, cidadãos de Guapé. Sr. Ivo e Dna. Nélida: Um casalzinho nota 10… Nota Dez não! Nota Mil! Daquela loja no andar de baixo da casa, no centro da Avenida Brasil, foi dali que saiu meu primeiro sapato novo! Mas foi nos finais de 70 e meados de 80 que fui conhecer ainda melhor essa família… Nessa época meu pai foi trabalhar na Loja de insumos agrícolas que pertenceu à família (não sei se apenas ao Zezinho ou ao Ivo também), mas foi ali que eu vi a família reunida. Para mim, que ali em Guapé possuía Pai, Mãe, três ou quatro irmãos, e de parentes eu tinha somente o Tio João, Tia Lola e três primos… Para mim, que pertencia à tão minúscula família (naquela época), nesta cidadezinha que nos acolheu, ver ali uma família tão grande, tão numerosa e tão unida, que somava o Ivo e família, Zezinho e família, Wilmar e família, Geraldinho e tantos outros, para mim era um motivo de grande admiração. Os filhos mais velhos, as filhas, a bonita Dinália trabalhando no atendimento da loja, a Ivana ainda quase nas fraldas e o Decinho, ainda novinho, quase desmamado, e toda aquela alegria que transmitiam, sempre unidos, sempre muito juntos… pareciam até uma grande família de italianos! Mas não eram… Eram tradicional família de mineiros… Naqueles anos passávamos apertados (e quando foi que não passamos?) porém, daquele serviço oferecido por eles ao meu Pai, e posteriormente aos fretes de caminhão, graças a Deus não faltou o pão sobre a mesa. Às vezes eu descia à Loja. E como papai às vezes trabalhava interno, me davam permissão para entrar até o escritório ou até o depósito de adubos e foi ali que eu, frangote ainda, rapazinho novo, comecei a observar o ritmo de trabalho do meu Pai e comecei a ter noção do que era um serviço assalariado. Tudo isso ali, com eles. Lembranças? Sim. Só lembranças boas. O semblante sereno e sorridente do Sr. Ivo. O rosto complacente e doce de Dna. Nélida. E a alegria de tantos filhos ao seu redor. É… Mas toda passagem por aqui tem dores e alegrias. Eu já não morava mais em Guapé, mas eu sei que passaram juntos uma dor muito grande, da qual não conheço o teor, mas sei que foi a respeito do Edezio… Pois todo ano, próximo ao Natal, ainda vejo postagens de saudade e sofrimento. A lembrança de quem jamais entrará para o esquecimento. E agora tão recente, o Sr. Ivo, que também partiu… Não bastasse isso, Dna. Nélida agora se foi, ao encontro dos que partiram primeiro! Restaram lembranças, deixaram saudades. Muitas saudades. É… Toda passagem por aqui tem dores e alegrias… Das alegrias, ficam as boas lembranças. Porém, das dores, ficam as cicatrizes. Sei que vou esquecer alguns nomes, e peço desculpas. Mas deixo aqui um sentimento de pesar, compartilhando a dor desta família que me foi tão próxima: O Ivonilton, o Ivonei, o Decinho, o Dauber, a Dinaide, a Ivana, a Denilza, a Dinália. Seus filhos… Que seja este momento de dor, um momento de união maior. Como se vosso Papai e Mamãe ainda estivem presentes! E lembrem-se: Só se oculta as cicatrizes de uma dor, com o sorriso de uma doce lembrança. As boas lembranças é o maior tesouro que vossos pais deixou a vocês. Um abraço.

PessoasRosaRosaJoãoZezinho
LugaresGuapéLago
TemasFamília e CasamentoNatureza e Lago
— Soninha
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