SESSÃO NOSTALGIA
É muita boniteza registrada!
Que cabide para um terno tão bem costurado! Ah! O lencinho branco! Guardou ilusão. Fino trato, percebe-se pelo retrato. Cabelo quietinho, repartido na maior precisão. Que penteado bonito!
NOSSO queridíssimo Solú. O genro de D.Rosa. Apaixonado, juntou os panos com a sorridente Luzia. Um moço dos anos trinta,quarenta, pura educação, calma e simpatia.
SOFREU como tantos com a chegada das águas, viu a família sofrer,sem querer levou sua mudança para Belo Horizonte, mas, deixou o coração,tanto deixou que depois de viúvo e bem jovem,voltou para sua terrinha.Morava no Grande Hotel.
NÂO conseguiu ser feliz na cidade grande, tinha necessidade de conversar nas rodinhas, guardava muitas lembranças, gostava de falar delas, de ver a Cidade Nova crescendo devagar.
ENQUANTO teve saúde, estava no alpendre do hotel, ou caminhando de mãos para trás, e sempre de suspensório, tinha seu estilo.Sempre um oi, uma prosa.Assim era o Solú.
CAMINHAVA pelas ruas sossegadamente, parava nas construções,proseava com os pedreiros, eles até brincavam,''e aí, nosso fiscal,gostando do serviço?" Ele ria, era feliz e se sentia amado.
NÃO acha esse retrato um belo registro de uma época,e de quebra um moço bonito?
Valeu A Presença Desse Guapeense Que Escolheu Continuar Vivendo Aqui.Os Vinham vê-lo Sempre e De Vez Em Quando BH o recebia.
GRANDE FIGURA.



