Se tem uma notícia que eu jamais esperava ter que escrever aqui, se tem uma homenagem que eu nunca imaginei que me fosse necessário fazer aqui, se tem uma hora que jamais desejei que chegasse, embora eu sei que ela chega um dia a todos nós, é essa hora aqui. Mas chegou. E sangra no coração e escorre pelos olhos. Mas chegou. Não peçam a mim que use adjetivos no passado quando me referir à Soninha! Não me peçam isso, por favor! Alguém de presença tão forte e marcante, de caráter tão singular e único, não foi, não era. Será sempre. Porque a Soninha está e permanece presente na vida da gente! Talvez não mais aquela interação a qual estávamos acostumados, talvez não mais aquela gargalhada marota, talvez não mais aquela observação espontânea, de gênero e grau tão particular, só da Soninha. Mas na lembrança, nas conversas de roda, na hora de recorrer a qualquer referência, e ao mencionar as artes de Guapé, ao relembrar os causos que só você sabe interpretar, a música, pensada ou improvisada, o centenário de Guapé, a divulgação da cultura de nossa comunidade, ao mencionar o caminho tão comprido ao qual chegou o nome da nossa cidade na divulgação incansável de você, guerreira, que dedicou corpo e alma por amor à cultura guapeense neste amado Jornal. Sim, com certeza, tal qual hábil fiandeira, Soninha tece e entrelaça num bordado genial o seu próprio nome com o nome de Guapé. Ela permanece. Soninha permanece enquanto permanece Guapé. Deus te abençoe, Soninha, pelo amor à esta cidade! Pela alegria que só você sabe incutir aos tantos guapeenses: os presentes e os ausentes. A cada vez que estas páginas sociais são repassadas, revistas e compartilhadas pelos vorazes olhos de tanta gente que por aqui passa e que através do teu trabalho, consegue se aproximar da terrinha querida. Somos gratos a você, Soninha. E também a Deus por nos emprestar a tua presença na vida de cada um de nós que te conhece. Há um lamento em nós. Mas você não vai embora. Não vai porque és muito grande pra se acabar! Mas tu permaneces com a gente, onde formos, onde estivermos.
Agora vamos, Soninha? De cá tua mão... Segue com a gente, pois há muito trabalho ainda a fazer! Os causos e histórias de Guapé só sabem ter graça quando é você quem conta... Teus alunos e teus aprendizes, que somos todos nós, tanto da escola, quanto da arte e também da vida, te levamos junto, no nosso coração; porque tudo segue adiante, e você soube ao longo do tempo marcar as suas digitais, até mesmo digitalmente, a tua permanência em nossos corações. Obrigado! Obrigado querida Soninha. Obrigado por tudo. Um grande beijo de todos nós! E eu sei, que você vai querer dizer agora, mas tudo bem, anjo... Vamos dizer isso por você: E viva tu! E viva o rabo do tatu! E viva tudo, meu amor! E viva sempre tua alegria, Pra sufocar a nossa dor!






