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BRANCA E RADIANTE E VAI A NOIVA... LOGO A SEGUIR O NOIVO AMADO...
Assim foi o casal bonito pelo corredor da Matriz de Boa Esperança porque era de lá a donzela e de cá do Guapé o donzelo. O noivo era admirado por diversos motivos, e atravessou a História de Guapé deixando suas marcas e sobretudo carregando imenso amor por sua terra natal, sempre teve orgulho de ser guapeense.
POR essas e outras é um prazer estampar nossa tela com o retrato do noivo de braço dado com sua bela. É interessante e valiosa a biografia do filho do Sô Manoel Vitalino.
AQUI foi criança, adolescente, moço. O amor chegou em seu coração nos anos 50. O idílio do casal foi registrado. Taí o retrato da mocidade, o casamento de Dr. José Sebastião de Oliveira com a moça, a professora Marilene Oliveira, lindamente vestidos de esperança, vestidos de vaidade, no mesmo compasso, aqui pertinho do Guapé, na cidade de Boa Esperança. Seus olhos se encantaram, daí se amaram, namoraram, noivaram.
ELE um dia depois da visita amorosa, de certo voltou cantando a música famosa de Lamartine Babo, o compositor, aquele que amou em sonhos quem não existia, Nair, de quem recebia cartas e que um dia vindo conhecê-la descobriu a farsa, era um homem que fingia paixão nas cartas, daí, então o compositor escreveu a linda canção ‘’Serra Da Boa Esperança’’, eu acho que o moço Zé rimou diferente quando viu brotar o amor por sua Marilene, uma pessoa real, e ao contrário de Lamartine Babo, de volta a Guapé, feliz depois de uma declaração de amor, de certo cantou as rimas ricas, o moço Zé do Mané Vitalino.
DE CERTO FOI ASSIM...
Serra da Boa Esperança é um monte de terra Viagem que começa aqui e no Guapé encerra No meu coração ela vai,no meu coração ela vem Nessa jardineira sonhando eu levo meu bem
Parto vendo pela janela o lindo rosto dela Sei nunca encontrarei uma moça como ela Enquanto sinto as bacadas levanta a poeira E volto amando e cantando nessa jardineira
Penso em minha paixão em cada curva da estrada Eu sei que entorto lembrando da minha namorada E cada freada que dá, lembro que ela ficou por lá Sei muito bem que é hora já de trazer ela pra cá
Parto levando saudade e saudade deixando Levo em minha cantiga a bela imagem dela Lembro, parece miragem, te vejo até na poeira Que levanta das rodas redondas dessa jardineira
ENTÃO, inteligente, elegante, o jovem advogado Dr. José Sebastião de Oliveira foi lá na vizinha cidade encontrar seu amor e depois foi lá buscar a moça linda, entre as serras cantadas de Boa Esperança,.
ENQUANTO o casal aqui viveu em Guapé, D.MARILENE marcou sua passagem pela simpatia, beleza, bondade e humildade. Para quem não sabe, é irmã da inesquecível e amada professora da FAFIBE, Jane Marilda de Oliveira, a professora que marcou território no coração de tantos alunos guapeenses.
D. Marilene, mesmo hoje depois de tanto tempo é sempre lembrada por pessoas que a conheceram e os comentários são os melhores possíveis. A família morou na casa de D. Amélia Maia. DR. JOSÉ Sebastião sempre foi um estudioso, desde jovem foi advogado de sucesso, marcou época como chefe político durante décadas na cidade. Foi um dos responsáveis pela criação do Ginásio São Francisco entre tantos outros feitos. Sempre teve prosas incríveis relatando o muito que sabe da história que ajudou a escrever.
TEMPOS depois morando em Belo Horizonte sempre foi um porto seguro para guapeenses, era muito procurado na capital e por vários motivos, inclusive abrindo a porta de sua casa para os guapeenses, abrigando, ajudando, encaminhando empregos ou hospitais quando em tratamento de saúde. Lá tinham comida o tempo necessário, e em sua morada os filhos sempre cediam suas camas para pessoas daqui e dormiam no chão, muitas e muitas e muitas vezes.
É que em Guapé, depois da inundação das águas de Furnas, o povo ficou muito perdido, a pobreza, a falta de esperança, a total falta de perspectivas instalou-se de um jeito que só mesmo contando com pessoas de bom coração como Dr.José, para assim, novos caminhos serem traçados.
Os guapeenses da capital ajudaram muita gente, ele mais, porque era chefe político muito procurado e porque sempre teve a casa, sempre teve o coração abertos aos guapeenses.
NINGUÉM esquece um carinho, e nas necessidades fica inesquecível. Quantos jovens saíram rumo a capital para tentar a vida, estudar e trabalhar, eram recebidos com respeito, muita atenção e sempre ajudados. Eu mesma sei de muitos jovens que rumavam sozinhos deixando a família hoje são agradecidos, sei de famílias que se mudaram e tiveram sua atenção, foram já contando com o apoio dele. Foi sim, um porto seguro para guapeenses.
Um salve aos noivos que já estão no céu!
Foto dela em três idades e dele em duas.







