OLHA A MOÇA NA JANELA!
Na janela da casa da Avenida Brasil.Era lá que eu via a Augusta do Lico Vieira toda elegante,toda arrumada, debruçada, olhando calmamente toda a calma de nossa cidadezinha. Eu guardo lembrança , eu era criança na Rua Araúna,esquina com a Rua do Buracão e em nossas andanças, era caminho passar sobre seu passeio e ela estava sempre lá, vistosa,mimosa e com os cabelos de ''permanente'', moda que começou nos anos cinquenta,continuou nos anos sessenta, oitenta e SEMPRE para ela, a moça da janela. E o tempo passou...E passou o tempo...E a senhora quando não estava na janela, estava assentada numa cadeira embaixo da janela em suas horas de folga. E ela lá viu tanta gente passar! Alguns tristes, alguns alegres,alguns sérios,alguns risonhos,mas todos cheios de sonhos. Hoje ela não vê muito mais sua paisagem costumeira,está adoentada, mas sempre que eu passar pela Av.Brasil vou olhar a janela e lembrar-me dela. Nas cidades pequenas existem personagens marcantes que enfeitam a terra da gente, como a que já foi a senhora dos cabelos de permanente. Augusta é mãe de Sueli e que ela receba o abraço do Bão de Prosa.
O abraço vai pra toda a família da moça da janela.







