O poeta, o padre José Ronaldo Rocha escreveu lindamente de suas saudades e deixou enorme a tela do Bão de Prosa.
AI!!! QUE SAUDADE ME DÁ!!!
Da velha cidade Eu, na mais tenra idade Brincava na praça, no coreto Corria do Tião Preto Do Ventura e Maria Rolinha Gritava sadidó, cabelo da Barbina não dá nó Pedia um macaquinho ao Tõe Vieira Escondia-me atrás das bananeiras Quando via o Adolfo e suas fitas nos dedos Sentia aflição, um misto de medo Por falta de consciência E, pela inocência Que, aquela gente com suas carências, Precisava de amor e carinho De justiça e compreensão E que vivendo nesta condição De abandono e segregação Tinha os direitos negados Feridas na dignidade Faltava a solidariedade Fraternidade cristã Que faz de todos nós Irmãos e irmãs Filhos do mesmo pai.




