EM UM LUGAR DO PASSADO...
Sempre o CLUBE DOS 70 intrometendo em nossas vidas e escrevendo momentos de nossa história.Aí estamos nós no banco da praça esperando o Zé Porteiro abrir o portão para mais uma das inesquecíveis noites de carnaval da década de 70. 70 esquecer e não consegue de tão bão que era.
EU tenho enoooooorme prazer em postar essa foto que recebi de meu grande amigo, meu queridissimo hoje grisalho, Rubens Sebastião Nascimento, o Rubinho do Zé Marinho, o caçulinha que morava frente ao Grupo de Lata- o forninho de assar menino.
GRACINHA de pessoa! Fomos colegas de escola e foi fono e foi fono e somos amigos até hoje e espero que o ''Ô zaime'' não estrague nossa memória para que nossas passagens,nossa história alegre exista e seja bem lembrada sempre.
O Moço sempre foi das novidades e tinha kodak para registrar tudo.Era genro do Zé Lara, namorava a Jô, uma tetéia de moça, aí está ela ao lado da mana, a bonita Adelina dos olhos verdes, e nóis que tínhamos olhos negros, morríamos de inveja dos zóios dela.
O RUBINHO era uma alegria ambulante, um saco de risada, e eu, não ficava atrás, nós ríamos tanto e de tantas coisas, era bom demais e quando ainda nos encontramos, o que é muito raro, o encontro já começa com risada.
O NAMORO dele não vingou, é que eles foram morar em BH,daí ficou deslumbrado com tanta moça,queria todas, e ela, muito,muito séria, cansou, não perdoou mais as puladas de cerca do amado.E ele queria casar, só que antes queria aproveitar a vida,e o aproveitamento de vida dele não acabava, aí a Jô um dia chutou o balde e disse:
_ ZÉ FINI! _Jô, faz isso com eu não,eu amocê. _Quecô sô procê? _Tudo. _Me põe debaixo do balaio e sai ciscando,né?Comigo não, violão. _Poncovô nesse mundo sem ocê? _Vai continuar ciscando por aí em tudo quanto é terreiro. _Quecoçô sem ocê? _Pobrema seu, infielzinho. _Ocê é minha Josefina e eu sou o seu Napoleão. _Num vem cuiço de misturá figuras da História mundial cuêsse namoro nosso do Guapé,não.Sou a Josefina do Zé Lara, ocê perdeu essa bataia,Napoleão do Zé Marinho. _Eu nunca titraí,só converso côtas pa distraí. Cê num amêu? -Amocê, mas chifre não vô carregá. -Trupica no seu orgulho e cai nos meus braço. -Trupico não, ocê tem colidade demais,é um moço muito bão,mas seu assanhamento nuntem meu consentimento. _Me dá mais uma chança. _Num te dô chança e nem esperança. _The End? _Traduzindo...É ''K'', é ''B'', é ''O'' com chapeuzinho.''KBÔ''. _Toma! Leva tudo, tá aqui,carta,cartão de natal,anel de bala da Venda do Zé Buque, compacto simples de vinil do RobertoCarlos,Leite de Rosa, blusa cacharrel,os dois pauzinho de picolé de groselha que ocê escreveu nossos nomes e fez coraçãozinho, leva tudo.Leva! Tá tudo dentro dessa fronha. Kbô!
ELE saiu muito descaído,levou a fronha com suas provas de amor, chorou as pitangas por muitos anos e acabou conformando dispois de muuuuuito tempo. Arrumou muitas namoradas, arrumou três filhos com uma delas,chegou a juntar os panos,mas,kbô. Nunca subiu ao altar, prevalece seu estado civil.
Rubinho tá SORTÊRO, já morou dez anos na terra do Obama, o currículo amoroso dele é enooooooooorme, aproveitou a vida de várias formas possíveis. Não para de aproveitar a vida.Acho que ainda guarda essa moreninha no coração.
Rubinhô! Tenho certeza que quem está lendo esse texto acabou de pensar que esse casamento ainda pode vingar.kkk.A Jô não sei se casou e mudou,se tá lá em BH,sei que é nota dez. Obrigada pelo retrato. Fiu...Fiu...
AH! UM DETALHE...
O casamento do Rubinho com a Jô não vingou,é fato, mas ele trouxe um dia em Guapé, um amigo,o Nena, daí ele bateu o zóio na Adelina cunhada do Rubinho e apaixonou e pediu a mão dela e casou e mora na capital e estão juntinhos até hoje e o Rubinho bobeou, dançou e o Nena segue o "Bão de Prosa'' e segue a vida com sua Adelina e gosta muito do sogro Zé Lara e Rubinho parou de chamar Zé Lara de sogro e hoje tá grisalho e bem bonitão e Kbô o texto e abraço as personagens citadas e fiu, fiu, macaco no fio fazendo tiririu...
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . SôniaMaria - Rubens e Josefina - Adelina. Saí tombada pq o fotógrafo me chamou.




