MAIS UM CASAMENTO
OS noivos estavam no altar da Igreja São Francisco de Guapé, em um momento de vida muito importante para o casal e a família.
O moço é o Dão Barbosa e a moça é a Cezarina. Não foram abençoados pelo Padre João, mas pelo Frei Clóvis Barbosa irmão do noivo.
Cezarina era uma pessoa muito bondosa, filha do Sr.Antônio Ricardo que morava ali no Córrego do Caixão,onde todos os filhos foram criados com muito amor e amizade.
Como o sítio era bem perto da cidade, apenas sete quilômetros, vinham até andando.Todo final de semana pegavam as roupas de missa ou vinham para as festas de igreja ou simplesmente passearem na praça.
O Dão era um pouco mais velho que ela, meio quietão, sério, trabalhador, mas toparam em alguma esquina da vida e deu em casamento e daí vieram seis choronas birrentas, Marluce, Ana Cláudia, Maria José, Denise Renata e Edel.
As meninas só queriam saber de andar na charrete do pai, achavam o máximo e passavam vontade no resto da meninada da rua. Quem não se lembra da meia dúzia de meninas gritando,pulando,penduradas na charrete pelas ruas de Guapé?
A família morava lá embaixo na Rua 3 de Fevereiro, pena que bateram asas muito cedo.Juntos ficaram vinte anos, ele foi e 13 anos mais tarde ele também.
O Dão quando conquistou sua prenda:
Gritei bem alto,Viva a vida! O Sol que andava meio ausente Voltou a brilhar novamente Com o sorriso da mulher querida
A Cezarina aí cantou:
Só o amor vale tudo na vida Só o amor é a inspiração Sem amor a esperança é perdida Por amor escrevi esta canção
E VIVA AS MENINAS DO DÃO E CEZARINA!








