HISTÓRIA (6) DO CABELO EM GUAPÉ NO SÉCULO XX
Ficou para trás muito jeito de lidar com os cabelos, muitos costumes, em Guapé, as mulheres se viravam como podiam, mas esse adorno,o cabelo, foi sempre preocupação e ilusão.Era Rabo De Cavalo, Trança, Lenço Amarrado, Coquinho de vovó usado por mulheres até de 30 anos...E por aí vai...
Mas...A modernidade chegou aqui e veio de outra cidade, não consegui saber de onde, a moda era o ''Permanente'' e uma senhora trouxe por uns tempinhos, seu aparelho, montou para a freguesia e na cidade era falatório e curiosidade. Permanente estava na maior onda.
As manas Tóia Ávila e Esmeralda Ávila me contaram que a irmãzinha delas, a Mizé, a professora Maria José Ávila, a da última foto, era ainda menininha e saiu passeando pendurada na cintura de sua madrinha Maria Amaral.
Geeeeente de Deus! A primeira freguêsa chamava Luca, o aparelho esquisito, o cabelo já nos ferrinhos, o barulho do motor elétrico muito forte,pelo barulho ou esquisitice da freguêsa, quando a madrinha parou em frente com a afilhadinha Mizé na cintura, foi um frejo, ela fez kném a Chiquinha do Chaves, abriu um berreiro, correu, gritou, perdeu o sono, deu trabalho para D.Mariinha,foi um tendepá.
Não sei quem era Luca, mas a Mizé nunca esqueceu, o medo, o susto,tanto marcou que um dia numa procissão ela viu a mulher e foi outro escândalo, virou Chiquinha de novo, ''Bué...Bué...Bué...''São causos de Guapé''.Amo.
Luca,eu soube, também cuidou de muitos cabelos e pintou o dela de loiro.Mudou-se para Passos.
E FOI ASSIM QUE CHEGOU ''PERMANENTE'' EM GUAPÉ.
Viva as meninas do João Cassiano! Viva a Maria José chorona! Viva a moda dos cabelos!








