24 de outubro de 2013

AI!!!QUE SAUDADE ME DÁ

Aí vai minha participação no "BÃO DE PROSA".Era na estréia,mas meu texto foi perdido no computador e recebi um recado para enviar novamente.Vou escrever um tiquinho das histórias de amor que vivi em G

AI!!!QUE SAUDADE ME DÁ

"AI!!!QUE SAUDADE ME DÁ!!!" Aí vai minha participação no "BÃO DE PROSA".Era na estréia,mas meu texto foi perdido no computador e recebi um recado para enviar novamente.Vou escrever um tiquinho das histórias de amor que vivi em Guapé. Entrei pro meu quartinho,fechei os zóio uns tempo e saiu assim: Mirim,meu falecido marido gostava de vez em quando tomar mais eu uma dose de caipirinha naquelas tardes frias que só aí sabe fazê.Adispois de tê descansado argum tempo na sua rede,levantava todinho prosa,vestia uma bermuda,uma camisinha véia surrada,umas botina regaçada e desbotada,ponhava um pito de fumo de rolo por ditraz da orêia,um chapéu de páia das aba esfarrapada,catava seu imborná já bem esfolado de tanto levá pa pescá,ponhava uma merendinha no fundo,dava um adeusinho pra mim mais nossa fiinha Ana Paula,acelerava o fusquinha e ia feliz para o Aguiar no seu sítio. Quando nóis podia nóis ia tamém e assistia tudinho,mas só assistia,ele gostava memo dispois de pescá era de fazê tudo sozinho.Coía os ôvo,tirava leite da Rolinha sua vaca leiteira,aguava as arface na horta de côve que o pai dele cuidava,adispois esparramava na rede,descansava muncadiquinho,catava as coisa e chegava de tardezinha. Abri os óio,fechei de novo e comecei a viajar.Peguei a sacola,juntei uns trapo,um par de chinelinha,uma blusa de manga mode o frio lá do Guapé,porque lá é diferente daqui, no Mato Grosso é quiném brasa.Peguei minha matula,um boné na cabeça,uma sombrinha que não largo por nada nesse mundo e aí entrei na jardineira,desci de mais duas e peguei mais uma e cheguei na Pimenta e já achando que tava mais perto do céu.Fiquei toda lamprera,estiquei o corpo,virei o boné,botei a blusa pa de dentro da saia,encostei e dei de dormi.Aí escutei uma prosaiada,desci junto com os passageiros e escutei o chofer falar que tava perto,ou nóis acabava de chegar de carona ou a pé,a jardineira tinha estragado.Um que parou me ofereceu carona,entrei,ele tinha me reconhecido,foi amigo do meu marido e vizinho do Geraldo da tia Dica. Resolvi foi parar na casa dos parentes e agradeci o senhor que foi embora.Gritei e foi saindo gente da casa,foi abraço pa tudo quanto era lado,café,pão de queijo e dispois de muita prosa foi que falei que queria chegar na cidade e aí o Tião falou que o motor do carro dele tinha arreado,mas que ia dar um jeito.Vortô com duas notícias,uma boa e uma ruim,a boa que tinha me arrumado condução e a ruim é que era cavalo.Adispois das despedida fui subi no animal,não dei conta,pedi um caixote e um empurrava uma perna,o outro empurrava a outra perna,as muié empurrava mais embaixo e subi quiném um saco de batata.Enganchei e fui.Passei num portal,fui oiando tudo,deferençô muita coisa,oiêi a cidade e cheguei na casa da Soninha.Desci escorregando.Ela não tava.Lembrei da mãe dela,minha amiga Sabina,lembrei dum tanto de coisa e aí mandei entregar os escritos do jornal,deixei um abraço muito apertado,mas na hora de subi de novo no cavalo eu abri os zóio.Acabou aqui minha viagem,mas minha saudade do Guapé não acaba nunca e agora vou correr para o computador e ler as últimas do "BÃO DE PROSA",tô viciadinha,todo dia eu leio e acho danado de bão sabê as notícias.Um abraço pro povo bão daí. Rondonópolis,28/08/2013-ANA DO MIRINHO Nota:A Ana do Mirinho sempre escreveu e falou muitíssimo bem,corretíssimo, tanto que certa vez perdeu uma empregada porque a moça ficou apavorada e confusa com o vocabulário da patroa,só que hoje ela resolveu entrar no clima do "BÃO DE PROSA."

PessoasSoninhaTiãoRosaRosa
LugaresGuapéPimenta
TemasFamília e Casamento
— Soninha
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