14 de setembro de 2023

A REVOLTA DOS MARIDOS! HAHAHA

MEU Deus do Céu! Foi a noite mais turbuleeeenta da História De Guapé no que diz respeito a matrimônio. O ciúme foi aflorado de um jeito muuuito doido, pairava no ar, para que imagine, foi como se tudo

A REVOLTA DOS MARIDOS! HAHAHA!

MEU Deus do Céu! Foi a noite mais turbuleeeenta da História De Guapé no que diz respeito a matrimônio. O ciúme foi aflorado de um jeito muuuito doido, pairava no ar, para que imagine, foi como se tudo que ficasse quieto no fundo de um lago, boiasse de uma vez, a maior sujeirada. Vou contar o sucedido e nunca foi esquecido pelas professoras. Vai lendo.

A CUrPA FOI DO PREFEITO DA ÉPOCA

SIM, do prefeito JOSÉ DALTON BARBOSA que resolveu fazer uma linda festa, xiknoúrtimo, no pátio da escola nova, EE Professor Antônio Passos Silva. Vai lendo pra se inteirar da noite quase catasfrófica dos cônjuges mal resolvidos, os machistas contidos. O Zé Dalton e a Graça Paiva da Educação decidiram uma noite majestosa em detalhes, grande homenagem aos professores.

O CONVITE DEU RUIM

MAS ruim, mas ruim demaaaais da conta, demais. Convidaram TODAS as professoras do estado, prefeitura, as aposentadas, foi muié demaisssssss... E por serem muitas e devido a chiqueza da festa, por ser buffet, resolveram NÃO convidar os encostos. Aííííííí a jurupoca começou a piar. Preparativos das muié desse tanto, nunca antes no Guapé. As encrencas começaram no entusiasmo das convidadas que fariam exposição de suas figuras e queriam honrar o convite.

HABEMOS REVOLTA!

FOCOS de fumaça D raiva em muitas casas das amadas mestras, estava pegando fogo. Cidade pequena, comentário é quinén pólvora. Salão de Beleza se tivesse 100 era pouco para tanta cliente. Cada saída dos cônjuges era uma chegada revoltada e a pergunta, ‘’Por que nóis num foi cunvidado?’’ Ah! Tinha BANDA, gente! E saber da Banda contratada era o fim. Poucas professoras tiveram paz, só mesmo as dos encostos com espíritos mais evoluídos, o resto viveu clima de guerra.

EXAGERO DA NARRATIVA?

NEM um pouquinho, tudo verdade, fora o que a maioria não contou, mas dá pra imaginar. A medida que a grandiosa noite prometida e preparada ia se aproximando o ciúme e a revolta iam corroendo os NÃO convidados. _Uai! Tem caroço nesse angú. _Tem não, uai! Só muié que vai. _Ocê num vai. _Ah! Eu vou. _Cê num vai, só se fô pu riba do meu cadáver. _Vô, e vô dispois em redó do seu caixão. _Desaforada, ocê num vai nessa festa. _Vou de de quarqué jeito. _Lugá de muié é em casa. _Nem ca vaca tussa! _Se ocê fô o nóis separa. _Então o nóis separa, mas é dispois da festa porque inhantes vô tá ocupada cas pele minha passano óleo de amêndoa e cus meu cabelo passano taioba pa ficá brioso. _Que quêsse prefeito tá entendeno? _Tá entendeno que dessa vêis ocêis tá de fora. _Desgramento! Nóis rebenta aquilo lá. _Pode rebentá, mas eu vô tá lá dançando.

CHEGOU O SÁBADO ESPERADO

GUAPÉ virou um campo minado enquanto tinha muié lustrando sapatinho erguido, esticando na cama o vestido, saindo depressa pro salão devido a preparação, outras vindo já de penteado, outras com sacola do comprado, e...Foi fono...Foi fono... E era ameaça, era homem beiçudo, era cara amarrada, era coice pra todo lado, sem falar nos calados contidos.

O RELÓGIO MARCOU A HORA DO ÓDIO

EXATAMENTE ‘’20:00’’ do sábado, o grande momento, e a esperança perdida de convite tardio. Danou-se! D cada casa que saía uma na estica, com gotas de perfume atrás da orelha, ficava um puto da vida. Pensa bem, gente, cidade silenciosa, de repente a Banda do Leréia, de Passos, chorou a bananeira. Que som! Pairou sobre a cidade. Cada música tocada era uma cacetada na ciumeira na ‘’pessoa’’ não convidada.

AI, AI, AI, AI, AI!

O ZÉ DALTON teve a infeliz idéia de convidar os vereadores com as companheiras, e o ti ti ti rolou, o que já era inaceitável ficou inaceitável total, aí azedou de verdade. Se podia vereadores, por que eles, não? E o cenário de dentro lindíssimo, mesas de frios, mesas de comidas variadas e mais cerveja, whisky, campari, vinho tinto, vinho sem cor, vinho seco, vinho moiado, banda tocando roquenRôl, forró, monte de professora zuando, dançando, rindo, umas mais comportadas, outras extrapoladas e CHORA, VIOLA!

O ZÉ DATON... AH! O ZÉ DALTON!

TODO felizão sem ter nem noção do mato que estava lenhando. A notícia chegou PRA NÓIS que do lado D fora a coisa estava feia e engraçada, era marido rondando o quarteirão e trupicando um no outro que fingia estar indo em algum lugar, outros rondando de carro o prédio, e a festa rolando e a professorada cantando feliz, rodando já sem sapatos por causa dos calos. E rodava copo, ia vazio, voltava cheio e vazio D novo.

‘’D’’ MADRUGA...

CADA B.O. ... As que saíam voltavam pra alertar alguém, e eu indo embora, o que vejo? Vejo um sério demaaaais mandando chamar a muié... Ela saiu da dança pra atendimento conjugal, um detalhe, de sapatinho erguido na mão, pisando alto porque o baile estava no auge do fogaréu...

_Q cocê tá fazendo aqui? Num querdito. _Vim te buscar, passa pa diante. _Nemmmm! Nem padiante e nem patrás. Issaquí tá bão demaisssssss. _Quió, carça esse sapato e entra aqui na condução! _Nencavacatussa! Ocê que tem de caçá o rumo de casa, nem puliça me tira daqui. _Cê vai vê hora que chega lá em casa... _Vô nem achá minha casa, tô nem te veno dereito. _Ô,ô,ô, vem cá, desgreta! _As águas vão rolar, garrafa cheia eu não quero ver sobrarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...

FOI A CENA QUE EU VI

A MINHA vi depois, cada professora teve a sua, umas só ficaram felizes, mas poucas, bem poucas, algumas eu soube no outro dia,viche, mas CAAADA CENAAAA que uma foi passando pazôtaaaa! Deus do céu! Parece que entrou em erupção o Vesúvio do Ciúme. Lavas e mais lavas, tomou conta da cidade, foi um frejo, um tendepá, uma tribuzana de bobeira e de despeito, enfim, foi um Fiasco Masculino Histórico No 15 D Outubro, dias das professoras.

VOU CONTAR MAIS, VAI LENDO!

‘’D’’ madrugada, foi só cãofusão e marido se sentindo no chão de humilhação, ah! Brabinhos demaissss! Arrepiaram mesmo, o que vi estava espumando de raiva, teve um que ficou parado dentro do carro até a esposa sair cantando, teve um que ao levar a encomenda preciosa, em vez de deixar em casa despejou ela perto da represa, teve um que jogou as roupas da professora na rua, teve um que atravessou a praça Passos Maia com um colchão nas costas, teve um que desceu da Leopoldina Maia carregando uma arrara de madeira no ombro, cheia de cabides, teve três que foram pra casa D mamãe.

E O PREFEITO?

TODO feliz com o evento de sucesso, nem ficou sabendo do mal procedimento dos maridos e por isso nem se arrependeu do convite no singular. No domingo, 90% das casas das amadas mestras era ressaca pura, 5% muito feliz relatando a festa para o marido e mais 5% detonando para o cônjuge a animação de quem ficou alegre além da conta, mesmo sabendo que alegria nunca é demais.

ENTÃO, gente, engraçado é que trabalhar pode, divertir casamigas não pode. É cada uma!

Fechando a prosa, a porta grande de entrada da escola, toda vidro transparente, sendo assim, passando a pé ou de carro dava pra ver o cenário e ferver de ciúme. Ê, gente, mas o resto do ano foi pouco pra tanta risada, todo dia um caso novo da ‘’Revolta Dos Maridos’’.

LA NOCHE DE RONDA.

PessoasRosaRosa
LugaresGuapéPraça Passos MaiaLagoPassos
TemasFamília e CasamentoBailes e FestasPolítica e PraçaCrianças e EscolaNatureza e LagoCausos e Histórias
— Soninha
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