26 de março de 2018

Texto: Wenceslau Ávila

.A PRIMEIRA GARRUCHA Foi ali no quarto de dentro* acho até que estava sozinho e se não era noite as janelas deviam estar fechadas. A minha volta uma grande penumbra e eis que de repente minha mãe avan

Texto: Wenceslau Ávila

.A PRIMEIRA GARRUCHA

Foi ali no quarto de dentro* acho até que estava sozinho e se não era noite as janelas deviam estar fechadas. A minha volta uma grande penumbra e eis que de repente minha mãe avança e, com um grito quase de pavor: “para com isto menino”. O menino era eu. Nas mãos uma garrucha 380 e em cada cano da “bicha” uma bala. Como eu nunca tinha manipulado ou visto manipular uma arma daquele tipo, só consegui parar as balas, duas, na boca de cada cano com a “bala” entrando no cano e o cartucho pra fora! Resumindo se acontecesse o tiro ele viria na direção do atirador, ou seja absolutamente nada a ver. Com a entrada da minha mãe naquele quarto acabou-se a fantasia, se é que fantasia existia pois, diferentemente das crianças dos dias atuais eu nunca tinha nem visto aquela ou qualquer outra arma de fogo funcionando. *Nas casas de antigamente era o quarto cujo acesso passava por outro quarto e quase sempre destinado ao filho mais novo.

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— Soninha
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