( Postagem Antiga)
ELA FOI EMBORA
A MULHER DO PANDEIRO! DIOLINA CLARA DE JESUS É O NOME DELA
DIOLA! SEI que será uma postagem de sucesso porque é ela na passarela do "Bão D Prosa'' e a Diola sempre foi sucesso em Guapé. Já cantou todos os cantos em todos os cantos de sua terrinha amada e sempre acompanhada pelo seu famoso pandeirão. Animou salões de dança, foi presença nas rodas de músicos e com sua voz afinada abrilhantou muitas noitadas. Ninguém esquece do repicado que ela ainda dá no pandeiro.
A DIOLA NA ESCOLA FORAM muitos os professores que trabalharam com ela e centenas e centenas de alunos que amavam sua comida e ouvia seus conselhos e pitos, mas foi sempre uma convivência de respeito. Com ela e seu pandeiro, porque até para avisar que o pão com carne estava na bacia o pandeiro levava uns repicados. Era só sucesso o pão com carne da Diola. Ah! Quando por algum motivo atendia professores para vigiar a classe, ela contava causo de assombração, arrepiava a turma e conseguia silêncio.
FUNÇÕES DA DIOLA NA ESCOLA A DIOLA além de cozinhar, ser a chefona da cozinha, tinha interesse na disciplina da molecada, era uma inspetora de aluno também. Era muito conservadora e maliciosa, chamava na regulada os namoradinhos e passava caaaaada sermão! Ela conversava com os pais, e pior, ameaçava contar para o Padre João.
NA cozinha ela mandava e desmandava, não queria nem saber e se a mandioca não estava no ponto, o professor que segurasse os alunos na sala. Era assim, se o arroz estava duro era mais água e o sinal que esperasse, valia era o repicado do pandeiro.
INÍCIO DE SUA CARREIRA
ELA começou no tempo que o Ginásio São Francisco funcionava onde hoje é o hospital e o diretor era Geraldinho Jorge, depois com a Olinda do Paulinho do Doza. Aí, então, ela desceu com o Ginásio que ganhou prédio próprio que mais tarde recebeu o nome de Lauro Correa.E a Diola continuou na lida, porém, o serviço aumentou, o prédio foi construído em três alas, o que dificultou o policiamento dela, sem falar no número de alunos que dobrou e redobrou, aumentou demais.
E A DIOLA RODAVA A BAIANA RODAVA mesmo, na cozinha, no recreio e intervalos. Vigiava a molecada de verdade e os casais de namoradinhos muito mais ainda, tudo em nome da moral e dos bons costumes. Ê, mas ela pelejou! Ê, mas ela gostava também daquele fuá com os alunos, só com a cara boa, voz calma. Era muito respeitada pelos alunos e muito lembrada.
DIOLA trabalhou com outros diretores, Sô Zé Dão, Suavita, Beth, Emilce. E o pão com carne continuou, era sucesso sempre. Era uma repicada no pandeiro e caía aluno até do telhado, de boca nas bacias de pão com carne. Como os alunos gostavam!
ARRUMOU UM TAL DE ESPORÃO FOI desse jeitinho, arrumou um tal de esporão no pé que deu pano pras mangas.Doía e ela ficava no banco.Melhorava ela levantava. Foi sentando e levantando que cuidava da dor no pé, mas, nos bailes, era certo, tocou pra dançar, doendo esporão ou não, ela rodava o salão, mesmo com dor no esporão. Baile ela falava,"vai ser bão,picolé de destão!''
MAS aí, o esporãozinho foi doendo, doendo, aí foi fono, foi fono, acabou fono, até chegar a hora de sua aposentadoria. Não sei se o pé melhorou, não a vejo há tempos. Hoje vi essa foto recente dela, pareceu-me firme e forte, daí resolvi registrar essa parte da história de vida de Diolinda.
A FAMÍLIA DE D.GENY Diola foi também parte da família de D.Geni do Mágino e ajudou a criar a molecada que depois de tomar o rumo deixou-a de companhia para a mãe. Ela era a governanta, a amiga fiel em tudo, as duas cantaram muito, cantavam juntas, só vozes e pandeiro. D.Geni virou anjo e agora, sem a amiga, voltou pra sua casinha, na rua do fundo do hospital, na Leopoldina Maia.
A DIOLA e o BINGO foram personagens marcantes nas escolas, ele no grupo e ela no ginásio.




