18 de junho de 2024

OLHA A MOÇA NA JANELA

Na janela da casa da Avenida Brasil. Era lá que eu via a Augusta do Lico Vieira toda elegante, toda arrumada, debruçada, olhando calmamente toda a calma de nossa cidadezinha. Eu guardo lembrança, eu e

OLHA A MOÇA NA JANELA!

Na janela da casa da Avenida Brasil. Era lá que eu via a Augusta do Lico Vieira toda elegante, toda arrumada, debruçada, olhando calmamente toda a calma de nossa cidadezinha.

Eu guardo lembrança, eu era criança na Rua Araúna, esquina com a Rua do Buracão e em nossas andanças, era caminho passar sobre seu passeio e ela estava sempre lá, vistosa, mimosa e com os cabelos de ''permanente'', moda que começou nos anos cinquenta, continuou nos anos sessenta e oitenta e SEMPRE para ela, a moça da janela. Nunca deixou de usar os cachinhos.

E o tempo passou... E passou o tempo... E ela quando não estava na janela, estava assentada numa cadeira embaixo da janela em suas horas de folga.

E ela lá viu tanta gente passar! Alguns passavam devagar, alguns apressados, alguns tristes, alguns alegres, alguns sérios, alguns risonhos, mas todos cheios de sonhos.

Hoje ela não vê mais sua paisagem, deve estar vendo o mundo debruçada na janela do céu, só que, sempre que eu passar pela Avenida Brasil vou olhar a janela e lembrar-me dela.

Nas cidades pequenas existem personagens que marcam por algum motivo e enfeitam a terra da gente, como enfeitou a senhora dos cabelos de permanente, Augusta, mãe da Sueli, A moça da Jenela.

LugaresRua Araúna
TemasFamília e Casamento
— Soninha
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CUMPRINDO PROMESSA

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