"AI !!! QUE SAUDADE QUE DÁ !!! SAUDADE PALAVRA TRISTE...SERÁ? Quando ouço ou falo esta palavra: “SAUDADE”, a primeira lembrança que me vem à mente, é da época em que lecionava no Pontal. Chegávamos lá, antes das sete da manhã e minha amiga e companheira de trabalho Suelane, sempre bem-humorada, recitava o trecho da canção: “Saudade palavra triste (...)”, mas não transpunha em suas palavras a conotação de tristeza e sim um tom alegre, então ríamos e começávamos sempre o nosso dia feliz. Muitos foram os poetas e cantores que reverenciaram esta palavra, que dizem só existir em Língua Portuguesa. Penso que a saudade é irmã do amor, pois só evocamos este sentimento, arrancamos do fundo do peito um forte suspiro, quando lembramos de momentos agradáveis ou pessoas que amamos. Vou mais além, ela é irmã gêmea do mais nobre dos sentimentos. Já viram alguém sentir saudade da morte de um ente querido? De um momento de tristeza e solidão? Ou de algum fato desagradável? Podemos até sentir saudade de um fato desagradável, dar boas gargalhadas do mesmo, desde que esse fato tenha tido um feliz desfecho. Caso contrário, quando do baú de nossas memórias começam a surgir lembranças desagradáveis, mudamos logo de atitude, de assunto para que as malvadas voltem para o fundinho do baú e fiquem adormecidas, bem quietinhas, empoeirando, e que, de preferência fiquem por lá para sempre. Mas voltando à palavra saudade, fico imaginando, se ela fosse uma pessoa, seria uma mulher de uns trinta anos, alta, elegante, culta e muito sábia. Porque é ela, a nossa companheira quando lembramos ou olhamos a foto de alguém que está distante ou já faleceu. Quando nos lembramos de nossa infância... Enfim, esta distinta balzaquiana está sempre ao nosso lado relembrando momentos bons e agradáveis e nunca fatos tristes ou pessoas que não simpatizamos. E então pergunto: Saudade palavra triste, será??? Texto de Terezinha
6 de agosto de 2013
AI !!! QUE SAUDADE QUE DÁ
SAUDADE PALAVRA TRISTE...SERÁ? Quando ouço ou falo esta palavra: “SAUDADE”, a primeira lembrança que me vem à mente, é da época em que lecionava no Pontal. Chegávamos lá, antes das sete da manhã e mi

— Soninha



