A SAUDADE FICOU LEVE E VIROU POESIA
O casal Antônio Bejamim Fidélis Lima e Gláucia,já viraram anjos e vou postar uma poesia de minha amiga Giceuda.Ela fala de um tempo de sua família com o carinho guardado e bem guardado.
Eram seis molequinhos para encher o saco e dar muito trabalho,uma escadinha,cada degrau um chorãozinho custoso.Moravam na roça ali perto do Juvenarinho, correndo pelo mato,subindo em árvores, indo com a mãe Graça pular no córrego, brincar,enquanto a mamãe lavava as malas de roupa.Muita dificuldade para o lavrador, tudo era pouco,mas a ilusão, a alegria era muita. Giceuda, a Gicelda,Agnaldo,Flávio,Luciana e Adriana.
Não posso deixar passar batido a grande diferença dos nomes das mais velhas... ''GiceUda e GiceLda''. Entendeu?Não?Eu também,não.
Através dessa montagem,desse cenário,a saudade fica alegre.Reviver é viver nas lembranças.
A poesia é da Giceuda pintando aquele tempo com rimas.
O GUATAMBÚ
Árvore de belo porte Caule longo e forte Em ti não há envergadura Que vai lavrando a terra Fazendo brotar a fartura.
Mãos calejadas te segura Cinto que aperta a cintura Pés firme no solo Rosto banhado de suor Pele queimada de sol Olhar de esperança Em Deus a confiança Depois da labuta a bonança Prece com fervor De humilde lavrador.
Bate ainda no meu peito Saudade que não tem jeito E me deixa triste assim da velha enxada desgastada Que meu pai desencabava Enquanto a nova preparava E eu o guatambú pegava E montava bem ligeirinho Galopando em meu cavalinho.
Guatambú...Guatambú... Em que cerrado te encontrar? E soa triste meu lamento Com tanto desmatamento Na saudade do tempo feliz e sofrido Temo que tenhas desaparecido Guatambú...Guatambú... Quanto mais chega a idade Mais pra mim viras saudade.

