A Mudança...
A cidade submersa ficou para trás... Na boleia do caminhão velho coube mãe e filha Na carroceria dois sacos, um de roupas e um de panelas juntos o pai e o irmão. Poeira no rosto, frio nas pernas, a merenda: pão de queijo com linguiça. A chegada à roça não foi de alegria... Teriam que morar de favor na casa do patrão Um quarto com cama de varas... Os buracos no telhado mostravam a lua. Um frio cortante invadia frestas e gretas Naquele tempo havia um grande amor entre eles que aquecia. E uma esperança de encontrar um caminho... Um trabalho, uma casa... Um novo ninho.
Cristina Coelho

